Saturday, March 31, 2007
Saturday, March 24, 2007
A obsessão

Quando me releio, fico a pensar que, se alguém visitar este modesto site, ficará convencido de que a autora pensa em comida, gordura e no seu peso corporal, constantemente, dia e noite… e realmente não deixará de ter uma certa razão!
Se for caso de visitante com tendência ao envolvimento emocional com a questão, então fique descansado de que não precisa de se preocupar, porque a autora não caminha para a anorexia, e a bulimia sempre lhe fez muita confusão. A obsessão passa só pela absoluta necessidade de controlo - e aí sim pode haver fundamento para diagnóstico mental, hehehehe - mas como em Julho de 2006, quando tudo começou com uns belos e rubicundos 74 quilos e umas gramas, a aut… hum… a autora acha melhor parar de falar na 3ª.pessoa agora que mencionou doenças mentais…
Em Julho de 2006 eu parei para pensar. Num fim-de-tarde de domingo entrei em desespero, porque concluí que me sentia gorda e era gorda.
Toda a minha família é um pouco gorda. À excepção dos irmãos da minha mãe – lucky bastards!!! – que herdaram o gene de ouro – todos os outros – TODOS! – pesam mais do que o devido e pagam a factura com a sua saúde. Em Julho de 2006 o meu pai estava a começar a fazer controlo glicémico, que ainda hoje faz, felizmente sem evolução negativa porque o medo da doença é sério e a diabetes não é brinquedo. O facto é que as pessoas com peso adequado são mais saudáveis, e são mais felizes, também, mas não só, porque são mais saudáveis. Eu sei que, com os 14 quilos a menos que tenho agora, sou mais feliz, porque caibo na roupa – até demais, hehehe, está na hora de renovar a sério o wardrobe! – e porque posso pensar que a minha probabilidade de desenvolver diabetes ou de ter problemas cardíacos e articulares, e sei lá mais o quê, está diminuída. Mas mesmo com os 14 quilos a menos, eu ainda sou gordinha, porque sempre fui e porque não deixei de ser eu. E sou obsecada porque, se não fôr, SEI que vou engordar outra vez num instante porque EU AMO COMER! E faço um enorme esforço todos os dias para me reeducar, para comer correctamente, em conteúdo e em quantidade. Um esforço de regulação alimentar numa sociedade excessiva é uma guerra constante. Estamos afogados em açucar e em preguiça, e é muito difícil nadar contra a maré. Apesar de tudo, odeio a obsessão pela boa forma e pelo peso baixo que nos inunda, e odeio-a desde sempre, principalmente pelo que me agredia quando estava mais gordinha, mas porque francamente penso que a premissa é errada, faz-se tudo pela imagem sem consideração pela saúde. Aquelas histórias de pessoas com peso normal que querem perder peso e se matam no processo deixam-me enjoada. Normalmente são adolescentes imbecis que - e perdoem-me a frieza – são eliminadas por selecção natural, mas não deixa de ser culpa de uma sociedade hipócrita em que os gordos são, de facto, discriminados, e se tentam controlar o seu peso são alvo preferencial dos minadores de dietas, que existem e estão por aí, e há-os gordos e magros. Mais do que uma vez ouvi que ia engordar tudo outra vez, que estava a ficar muito magra e que tinha que ter cuidado porque ia ficar doente, que me estava a matar à fome, e sei lá mais. Felizmente, eu sei que perdi peso porque cortei com os excessos, e que agora sim posso pensar que me alimento correctamente.Gosto de pensar que escrevo estes textos para arrumar as ideias de comida num sítio só, e não ando a chatear toda a gente com a conversa da dieta. É um desabafo.
E, já agora, ontem, ao jantar, comemos uma feijoada (quase) brasileira, mas mesmo assim, hoje acordei com 59.5 kg! YES!
Saturday, March 17, 2007
A barreira psicológica
Toda a semana me esforcei por ter uma alimentação bem pensada, e consegui cumprir perfeitamente esse pressuposto: nada de excessos nem de parvoíces.
Claro que o jantar de sábado (excessivamente bem regado, talvez… viva o excesso!), o almoço de domingo (mãezinha, como dizer que não?), o jantar de domingo (sogrinha, como dizer que não?), 1 toblerone pequeno, que o JRP trouxe da Suíça (como dizer que não?)(os outros 3 dei ao A.), diversas oreo (em diversos dias, em diversas alturas do dia, mesmo que nunca à noite), e o jantar de ontem (massas, natas, ahhh delícia!)… somando tudo, resulta que estamos na mesma. Não consegui descer dos 60.
E agora pergunto: depois de 5 anos com 14 quilos a mais, porque me incomoda tanto não conseguir perder este último? Porque diabo me convenci que tinham que ser 15?? Porque quero pesar 59! Não serve 60, tem que ser 59.
Pode ser 59, 58, 57, 51… 49 já seria a outra face da moeda, também não! Mas 59! 59 é um número mesmo fixe… (suspiro)
Saturday, March 10, 2007
Uma aventura no império do fast food…
