E pois que se foi outra semana de férias. Desta feita: algarvias. Sucederam as da semana 1 de 3, as transmontanas.
3 dias de idílio e 2 dias de chuva torrencial. Helás.
Estava mortinha por vir para casa, porque ao fim de 3 dias em qualquer sítio começo a desatinar com tudo e quero a minha cama, a minha cozinha, os meus hábitos. Benditas férias, que me recordam do bom que a minha vidinha é de costume, de rotina, de ramerrame, etc.
Quanto a pesos, recuperei “o quilo” que se tinha ido com a febres de Maio. Surpreendente foi ter sido só o “1″, considerando os jantares de carne grelhada com batatas a murro, bacalhau na brasa com batatas a murro, batatas a murro, com batatas a murro, tudo com muito azeite, azeitonas, queijo, e vinho… hufff… pão transmontano, seguido de pão alentejano, com e sem manteiga e/ou doce, ou de entrada, com azeite, ou só porque sim… foi uma lufalufa!
Et voilá: 59.5 kg.
De qualquer forma, descansadinha, constato que de há um ano a esta parte, as coisas melhoraram um tanto: em Junho de 2006 tinha 74.1 kg, agora tenho 59.5 kg. Viva!
Perdi 14 quilos e pico, e não pretendo voltar a ganhá-los. Sei que esta semana que se avizinha, em casa, no total bezerranço, representa um desafio! Pretendo não só não aumentar como diminuir umas gramas - 500 para ser exacta - para voltar ao 59.0 kg que me faz tão bem ao ego.
Numa nota à parte, li hoje uma entrevista àquele Dr. das dietas da moda. Do global, devo dizer que, da descrição que apresentavam, me parece que os regimes definidos por ele são muito ajustados. No entanto, chamou-me à atenção a menção a uma questão que já me tem feito pensar bastante: desaconselha o digníssimo senhor que se use regularmente a balança, por medo que isso possa desmotivar o sujeito da dieta. Ora isso a mim parece-me uma grandessíssima balela.
Ponha-se a questão como se quizer, a realidade é só uma: uma dieta só resulta com força de vontade, e a força de vontade só existe em mentes informadas. Fechar os olhos e rezar para emagrecer é uma parvoíce (excepto para aqueles que são crentes e que respeito grandemente, mas de cujo grupo me excluo).
Qualquer alteração de vida, seja ela qual for, mesmo uma mísera reeducação alimentar, passa de maneira inevitável por uma decisão. Uma decisão é uma assumpção de responsabilidade. Começa com choro e ranger de dentes e com a admissão de culpa: eu estou gordo(a) porque me alimento mal. Exclui-se, claro, todo aquele que sofra de distúrbios hormonais e afins, que simplesmente tem azar… Para o resto de nós gordos, ou ex-gordos com propensão para a fácil engorda, sobra a admissão de culpa: mea maxima culpa. Estamos gordos porque somos ocidentais sobrealimentados com vidas sedentárias, e alguma pedrinha na asa que nos faz comer para esquecer tudo e qualquer coisa. Só depende de cada um decidir parar.
Ora bem, esta decisão tem que ser vista com seriedade. Há que reunir informação, sobre os alimentos, sobre as calorias, sobre as necessidades alimentares, etc, etc, em suma: é preciso ter interesse em saber! Quem não quer saber, não vai saber, e vai comer mal, e vai inevitavelmente pesar mais!
Depois é preciso estar ciente que a perda de peso será - e deve ser! - LENTA! Não adianta começar uma dieta para perder 10 quilos numa semana, porque se entra de férias de hoje a oito dias. Uma decisão séria requer expectativas razoáveis.
E agora entra a balança! A balança dá-nos informação concreta, palpável e interpretável. Pode registar-se o peso diariamente, semanalmente, mensalmente, ou de hora a hora… é indiferente! O que interessa é ter uma mente aberta, ser minimamente inteligente! Se peso x antes de ir dormir, acordo com y. Sem dúvida alguma x>y! Se a diferença for grande, sei como me alimentei ontem, e sei que fiz bem, se a diferença é pequena, fiz mal, posso melhorar. Só um imbecil não percebe este princípio, e se desiste é porque não tem um compromisso sério consigo mesmo com a sua decisão, com o seu corpo e com a sua saúde.
Interpertar passa por saber que temos ritmos orgânicos, que fazemos retenção de líquidos com essas variações, e com excesso de sal, por exemplo… blabla… descubra você o que precisa de saber para interpretar os seus pesos.
Não vale a pena comer alface durante uns tempos e perder quilos e quilos, para depois voltar ao mesmo. É estúpido e inútil, para além de perigoso. A questão toda é que temos que aprender, com o nosso corpo, por tentativa e erro, o que podemos e não podemos comer, e quanto e quando. Temos que aprender o que já devíamos saber desde sempre e por alguma razão não sabemos: como comer adequadamente, com prazer, alimentos de que gostamos, mas de forma ponderada e ajustada àquilo que é o nosso corpo.
Se é preguiçoso e, em vez de estudar e se esforçar, prefere pagar balúrdios a um sr.dr. para ele lhe dar ordens, boa sorte! Mas lembre-se: ele ganha dinheiro com a sua gordura, não com a sua aprendizagem de si mesmo e do seu corpo. Remember: Knowledge is Power!